Sites Criados

Cada negócio com a sua cara

Sete sites feitos pela Obrena, todos no ar, nenhum a partir de modelo pronto. Aqui eles estão em pares — e um sozinho: negócios parecidos, respostas diferentes — porque o que decide um site não é o ramo, é o que a pessoa que chega precisa saber.

Passe o mouse sobre uma tela para ver a página inteira rolar. É uma captura: para navegar de verdade, abra o site.

Hospedagem

Uma casa só × cinco casas

Os dois alugam casa perto da praia para quem viaja em grupo. Um precisava mostrar uma casa por inteiro; o outro, deixar escolher entre cinco sem confundir.

Página inicial do site Casa Paraíso: foto da piscina e o nome da casa
Casa ParaísoCasa de temporada · em três idiomas

Uma casa inteira, com piscina. O site mostra a casa por inteiro, diz o que está incluído, responde às perguntas de quem viaja em grupo e leva direto ao pedido de reserva — em português, espanhol e inglês.

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Página inicial do site Residencial Maria Rita: pátio com piscina e a marca da casa
Residencial Maria RitaCinco casas de temporada · uma ficha por casa

Cinco casas num mesmo lugar, cada uma com capacidade, quartos e comodidades diferentes. O trabalho foi apurar casa por casa e apresentar cada uma com a sua ficha, para quem reserva em grupo saber o que vai encontrar.

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Serviço com pressa

Um animal doente × um carro batido

Quem procura os dois tem um problema e pouco tempo. Nenhum dos dois sites começa por apresentação: o primeiro diz o que atende e como falar; o segundo começa o orçamento por uma foto.

Página inicial do site Vet do Pet: título, botão de WhatsApp e foto de um cão
Vet do PetClínica veterinária · uma página por serviço

O site responde primeiro o que importa: o que atende, onde fica e como falar — o contato está na primeira tela. Cada serviço tem a própria página, para ser encontrado por quem procura exatamente aquilo.

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Página inicial do site Vicmar: título Funilaria, pintura e colisão sobre a foto de um carro
VicmarFunilaria e pintura · orçamento com foto

O serviço certo — funilaria, pintura, polimento, para-choque — cada um na sua página, e o orçamento começa por uma foto: a pessoa manda a foto do amassado pelo WhatsApp, e a conversa segue por aí.

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Produto com história

Um doce de tacho × um caderno costurado

Os dois vendem coisa feita à mão, e o site precisava mostrar isso de perto: a textura da cocada, a costura do caderno. Nos dois, o pedido é uma conversa, não um carrinho.

Página inicial do site Cocada da Maria: título em serifa e foto do tacho de cobre
Cocada da MariaDoces desde 1965 · o produto em primeiro plano

Um produto tradicional, com história. O site dá a ele o cuidado que ele tem na cozinha: foto grande, sabores um a um, de onde vem, como encomendar — sem loja complicada.

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Página inicial do site Testarudo!: título Cadernos que são objetos de arte, encadernados à mão
Testarudo!Papelaria artesanal · catálogo que muda

Cadernos feitos um a um. O site mostra o que só se vê de perto — a capa, a costura, o papel — e organiza um catálogo que muda com o tempo, sem virar loja fria.

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Turismo

Vender o que a pessoa vai viver

Transfer e passeios: o cliente costuma estar longe, planejando a viagem. Precisa ver o que inclui e como reservar — sem ligar.

Página inicial do site Porto Travel: foto da igreja no centro histórico e o título
Porto TravelReceptivo e transfer · serviços por tipo

Os serviços organizados por tipo — transfer, passeio, roteiro — com a foto do que a pessoa vai viver, e o pedido pelo WhatsApp a um toque de qualquer página.

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O que se aprende olhando os sete

O que esses sites têm em comum — e o que muda em cada um

Sete sites, sete páginas diferentes. Mas há coisas que se repetem em todos, e há coisas que só fazem sentido para um tipo de negócio. Vale saber quais são antes de pensar no seu.

O que todos têm em comum

Olhe os sete de novo, no celular. Por mais diferentes que sejam, há cinco coisas que se repetem — e não por coincidência.

  • O caminho para falar está na primeira tela. WhatsApp com a mensagem pronta, em todos. Ninguém precisa procurar "contato" no menu.
  • Cada coisa importante tem a sua página. Casa, serviço, passeio, sabor. É o que faz o Google ter o que mostrar e a pessoa achar o que procura.
  • O que mostra o negócio é do negócio. Foto do lugar é do lugar; ilustração, quando existe, não finge ser a empresa.
  • Abrem rápido no celular. Código próprio, sem plataforma pesada por baixo — e o celular é por onde a maior parte chega.
  • Cada um tem a própria cara. A clínica não parece a oficina, a pousada não parece a papelaria. O mesmo cuidado, resultados diferentes — porque os negócios são diferentes.

O que se repete é o método. O que muda é o negócio — e é o negócio que manda.

Há uma sexta coisa em comum, menos visível: em todos, o que está escrito foi conferido com quem faz o negócio antes de ir ao ar. Capacidade, horário, o que inclui, o que não faz. Parece detalhe até o dia em que um cliente chega contando com o que a página prometeu — e é por isso que a apuração vem antes do desenho em todos os sete, sem exceção.

Hospedagem: a ficha que não pode errar

Casa Paraíso e Residencial Maria Rita são o mesmo ramo com problemas diferentes. Uma casa só, de alto padrão, precisa mostrar cada ambiente e responder ao que um grupo pergunta antes de reservar: quantos dormem, tem ar em todos os quartos, tem piscina aquecida, aceita pet, quão longe fica a praia de verdade. Várias casas num residencial precisam, além disso, de comparação: qual serve para o meu grupo?

O detalhe que decide

Em hospedagem, a informação errada custa caro na porta. Se o site diz dez pessoas e há camas para nove, alguém dorme no sofá e a avaliação vem ruim. Por isso o trabalho, nos dois casos, foi apuração antes de desenho: cama por cama, quarto por quarto, até a conta fechar. E distância medida no mapa, não copiada de um anúncio antigo que trazia três números diferentes.

O que vale copiar, se o seu ramo é esse

Uma página por unidade, com capacidade e camas por quarto; a distância até o que importa (praia, centro, aeroporto) medida e escrita uma vez só; as regras que geram conflito ditas antes — pet, criança, horário de entrada, o que acontece se cancelar; e o pedido de reserva que já leva a casa e as datas na mensagem, para a conversa começar pelo que interessa.

E há o idioma. Uma casa numa região que recebe estrangeiros precisa falar com eles — o site da Casa Paraíso existe em português, espanhol e inglês, cada versão com a sua página, porque quem procura em espanhol encontra em espanhol.

Serviço com pressa: clínica e oficina

Vet do Pet e Vicmar têm em comum o cliente com urgência. O animal está mal; o carro está amassado. Essa pessoa não quer ler uma apresentação institucional. Quer saber, em segundos: atende isso? atende agora? onde? como falo?

A resposta de desenho é a mesma nos dois: o essencial na primeira tela, o serviço específico com a própria página (para quem procura "polimento" ou "vacina" achar exatamente isso), e o caminho mais curto para a conversa. Na oficina, o caminho tem um atalho a mais — mandar a foto do amassado pelo WhatsApp, que é como o orçamento acontece de verdade.

Onde o cuidado aparece

Em serviço, a prova é a foto do trabalho feito. Não a foto da fachada, nem a da equipe posando: o carro pintado, o animal atendido, o antes e o depois quando existe. É o que convence quem está comparando três oficinas na tela do celular.

O que vale copiar, se o seu ramo é esse

Horário e telefone visíveis sem rolar; a lista de serviços como lista de páginas, não como parágrafo; uma resposta à pergunta "atende isso?" para cada serviço, com a foto do resultado; e o atalho que o seu atendimento já usa — a foto do problema, o pedido de horário, o que for — transformado no botão da página.

Produto com história: alimentação e artesanato

Cocada da Maria e Testarudo! vendem coisas feitas à mão, e o site precisa transmitir isso sem dizer "artesanal" a cada frase. O que faz esse trabalho é a foto de perto — a textura da cocada, a costura do caderno — e o texto que conta de onde vem, quem faz e como.

Nos dois casos a decisão foi não fazer loja virtual. O pedido continua sendo uma conversa, porque é assim que esses negócios vendem: a pessoa pergunta, escolhe, combina a entrega. O site organiza o catálogo, mostra e leva à conversa; não tenta substituir o atendimento que é parte do produto.

O que vale copiar, se o seu ramo é esse

Foto de perto antes de qualquer texto; um item por página quando cada item tem história própria; a origem e o modo de fazer contados uma vez, bem; e a encomenda como conversa, com o que a pessoa escolheu já na mensagem — em vez de um carrinho que exige cadastro para um pedido que se resolve em três linhas.

Em resumo

  • Hospedagem: ficha conferida, idioma de quem procura
  • Serviço com pressa: resposta na primeira tela, prova em foto
  • Produto com história: foto de perto, pedido em conversa

Turismo: vender o que a pessoa vai viver

Porto Travel vende transfer e passeio, e o cliente está a centenas de quilômetros, planejando. Ele não vai visitar a empresa antes de contratar; o site é a empresa. Precisa então de duas coisas que os outros ramos precisam menos: mostrar a experiência (a praia, o barco, o caminho) e organizar a oferta por tipo, para que quem quer só o transfer não se perca no meio dos roteiros.

O pedido leva o serviço na mensagem — "quero o transfer do aeroporto para tal dia" — porque, para quem está planejando de longe, escrever a pergunta certa é metade do trabalho, e o site faz isso por ele.

O que vale copiar, se o seu ramo é esse

A oferta separada por tipo, com uma página para cada; a foto do que acontece, não do escritório; o que está incluído e o que não está, escrito antes que perguntem; e o pedido que já nasce com serviço e data, para quem está longe não precisar explicar do zero.

O que não está em nenhum deles — e por quê

Também se aprende pelo que falta. Nenhum dos sete tem:

  • Janela que pula na cara pedindo e-mail ou oferecendo desconto. Quem chegou quer ver a página; interromper é perder.
  • Carrossel de banner girando sozinho. Quase ninguém lê o segundo slide, e o primeiro some antes de ser lido.
  • Contador de "clientes atendidos" ou selo de "melhor do ano". Número que ninguém confere não convence ninguém.
  • Texto institucional na primeira tela. "Somos uma empresa comprometida com..." não responde a nenhuma pergunta de quem procura.
  • Formulário longo. Nome, e-mail, telefone, assunto, mensagem, aceite — para uma pergunta que cabe numa linha de WhatsApp.

Cada uma dessas coisas existe em milhares de sites porque vem no modelo. Nenhuma ajuda quem procura, e tirar todas é parte do que faz uma página parecer feita para o negócio, e não para o construtor.

E o seu?

Se o seu negócio é de um destes ramos, você já viu o que a página precisa fazer. Se é de outro, a pergunta é a mesma que fizemos nos sete: o que a pessoa que procura você quer saber em dez segundos, e o que ela precisa fazer em seguida? A resposta a isso desenha o site — antes de qualquer cor.

Um exercício de dois minutos

Pegue o celular e finja que é um cliente que ouviu falar de você hoje. Procure o nome da sua empresa no Google. Abra o que aparecer. Agora responda: em dez segundos, deu para entender o que você faz? Deu para saber se você atende o que a pessoa precisa? Achou como falar com você sem procurar? Se alguma resposta foi "não", você acabou de encontrar o que o seu site precisa fazer primeiro. É exatamente por aí que os sete acima começaram.

Veja como um site é feito, ou conte o que a sua empresa faz — a mensagem abre pronta no WhatsApp.