Links internos: como ligar as páginas do seu site

Links internos criam caminhos entre páginas. Veja como conferir se os conteúdos importantes podem ser encontrados e se cada link explica seu destino.

Equipe Obrena6 min de leitura

Topo do site Casa Paraíso no computador, com a piscina e a varanda ao fundo e um menu com A Casa, Comodidades, Localização, Arraial d'Ajuda, Avaliações e Reservar.
Casa Paraíso, um dos Sites Criados. Captura do site.

Link interno é qualquer link de uma página do seu site para outra página do seu site. Parece detalhe de programador; é decisão de dono. Esses links são, ao mesmo tempo, o caminho que o seu cliente percorre e o caminho pelo qual o Google descobre que as suas páginas existem — a documentação da Pesquisa diz que o buscador encontra endereços novos ao extrair links de páginas que já conhece.

O que este texto não vai dar é fórmula. Não existe número de links que garanta posição, e o próprio Google afirma que não há uma quantidade ideal de links por página. O que existe é rota: alguém entra em algum lugar do seu site e precisa chegar, em poucos cliques, ao que resolve o problema dele.

A recomendação é explícita: em geral, o Google só consegue rastrear o link quando ele é um elemento HTML <a> com atributo href. Links em outros formatos, na maior parte, não são analisados. A documentação lista como recomendados casos como <a href="/produtos/categoria/sapatos"> — com ou sem classe, com ou sem onclick — e como não recomendados construções do tipo <span href="..."> ou <a onclick="goto('...')">, sem href.

Na prática, isso significa uma coisa incômoda: botão não é link. Aquele elemento bonito que abre a próxima seção com JavaScript e não tem endereço nenhum atrás é um caminho que só existe para quem tem mouse e paciência. O Google não clica em botões. Se a única maneira de chegar à sua página de um serviço é interagindo com algo, aquela página pode ficar fora da rota.

A pergunta prática, para qualquer caminho do seu site: o elemento de navegação tem um endereço no atributo href? Copiar o link no navegador ajuda a conferir, mas interfaces diferentes podem exigir inspeção do HTML.

O texto visível do link — o texto âncora — informa às pessoas e ao Google sobre o que é a página de destino. As recomendações são curtas:

  • Descritivo, conciso e relevante. O Google dá como ruins "Clique aqui para saber mais", "Leia mais" e "saiba mais no site"; como melhor, algo como "consulte a lista de tipos de queijos", que diz o que vem depois.
  • O teste de fora de contexto. A dica está na própria documentação: leia só o texto do link, isolado. Se não dá para saber do que trata a página, o texto precisa ser mais descritivo.
  • Nem longo demais. Frase inteira dentro do link também é apontada como ruim; o recomendado é marcar o trecho que nomeia o destino.
  • Sem empilhar palavra-chave. Forçar todos os termos relacionados no texto do link é excesso de palavras-chave, e isso viola as políticas de spam do Google.
  • Imagem que é link precisa de alt. Para links em imagens, o Google usa o texto alternativo como texto âncora. Se a imagem for o único conteúdo do link, ela precisa fornecer um nome acessível. Quando o mesmo link já tem texto descritivo, uma imagem decorativa pode ter alt="".
  • Contexto ao redor conta. As palavras antes e depois fazem diferença, e links colados uns nos outros são difíceis de distinguir — para o leitor e para o buscador.

A regra da página órfã

Está escrita assim na documentação: todas as páginas importantes para você precisam ter um link de pelo menos uma outra página do seu site. É a regra da página órfã, e ela é violada o tempo todo — a página existe, foi paga, foi escrita, e nenhum link do site aponta para ela. Ela costuma ter chegado por uma campanha antiga, por um serviço novo que ninguém encaixou no menu, ou por uma reforma que trocou o menu e esqueceu de reinserir.

O teste é manual: liste todas as páginas do seu site — cruze o inventário de páginas com o sitemap, que também pode estar incompleto; uma busca por site:seudominio devolve só uma amostra e não serve de inventário. Para cada página, responda de qual outra página do site se chega até ela clicando em um link. Onde não houver resposta, confira no HTML se existe mesmo um <a href> apontando para ela: menu que monta o link sem interação continua sendo caminho, e só a ausência real de link caracteriza a página órfã.

Rotas de leitura, com exemplo

A parte que interessa não é a contagem, é o desenho. Pense em quais outras páginas ajudam o leitor a entender aquela — é exatamente o que a documentação sugere — e ligue com contexto.

Casa de temporada

Alguém chega pela página de uma casa. As perguntas seguintes são previsíveis: como é por dentro, onde fica, o que está incluído, como reservar. Cada uma dessas é uma página ou uma seção com endereço próprio, e cada uma leva à seguinte na ordem em que a dúvida aparece. No site do Casa Paraíso, um dos Sites Criados, essa sequência aparece no próprio menu do topo: a casa, comodidades, localização, a região, avaliações e reservar.

Oficina

A pessoa entra pela página de funilaria porque bateu o carro. O que ela precisa em seguida é a página de pintura, a de como funciona o orçamento e a de seguro. Ligar essas três dentro do texto — "depois da funilaria vem a pintura, e ela tem regra própria" — é rota. Repetir um menu de vinte itens em todas as páginas, não é.

Em resumo

  • Link é <a> com href; botão sem endereço não é caminho
  • Toda página importante recebe link de pelo menos outra página do site
  • O texto do link diz o que há do outro lado, isolado do contexto

Quantidade, e o que não fazer

Não existe número ideal — e a orientação do Google é direta: se você acha que está demais, provavelmente é melhor reduzir. Três coisas atrapalham mais do que ajudam: rodapé com quarenta links para todas as páginas do site, texto com um link a cada duas palavras, e o mesmo texto âncora genérico repetido dezenas de vezes. Nenhuma delas cria rota; todas dificultam a leitura.

Apontar para outros sites não é perigo. A documentação diz que links externos ajudam a estabelecer confiança — citar fontes, por exemplo — e recomenda usar nofollow só quando você não confia na fonte, não em todo link externo. Link pago se qualifica com sponsored ou nofollow; conteúdo enviado por usuário, com ugc ou nofollow. É por isso que este blog cita e linka as páginas oficiais que sustentam cada afirmação: o leitor confere, e a fonte fica registrada.

Se o seu site tem páginas que ninguém alcança, o conserto é barato e começa por um inventário. Veja antes em qual etapa o seu site está, ou conte quantas páginas ele tem — a gente olha o caminho que existe hoje.